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PENTECOSTES 2033

Veni, Sancte Spiritus — Vinde, Espírito Santo

Christus heri et hodie, finis et principium.

O bimilenário da Redenção

Em 2033, a Igreja contemplará a Páscoa de Cristo dois milênios depois — não como simples lembrança histórica, mas como memorial vivo do mistério que continua presente em cada Eucaristia. O bimilenário da Redenção é o reconhecimento de que, dois mil anos depois, a Cruz e a Ressurreição permanecem o centro absoluto da história e da nossa salvação. Esta página explora o significado teológico e histórico dessa efeméride.

"Redenção": o que significa

A palavra "redenção" vem do latim redemptio, que significa literalmente "resgate". No mundo antigo, redimir um escravo era pagar seu preço de libertação. A Escritura usa esse vocabulário para descrever o que Cristo fez por nós:

"O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em redenção por muitos."

— Mateus 20,28

"Fostes resgatados não com coisas perecíveis, como o ouro ou a prata, mas com o sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha."

— 1Pedro 1,18-19

Cristo redimiu a humanidade do pecado, da morte e do poder do diabo. O preço foi seu próprio sangue derramado na Cruz. A Ressurreição é a confirmação de que o pagamento foi aceito pelo Pai — a "primeira pedra" do mundo redimido.

O ato redentor: estrutura teológica

A teologia católica descreve a Redenção em três momentos articulados:

Os três momentos do Mistério Pascal

  1. Paixão e Morte (Sexta-feira Santa) — sacrifício de expiação, em que Cristo carrega os pecados do mundo e os destrói em sua própria carne.
  2. Ressurreição (Domingo de Páscoa) — vitória sobre a morte, primícia da nossa própria ressurreição.
  3. Envio do Espírito (Pentecostes, 50 dias depois) — comunicação da vida nova aos crentes pela Igreja e seus sacramentos.

Os três formam um único mistério Pascal. Sem a Cruz, a Ressurreição seria mero milagre individual. Sem a Ressurreição, a Cruz seria apenas mais uma morte injusta. Sem Pentecostes, ambos ficariam encerrados no passado, sem alcançar-nos. Por isso, celebrar o bimilenário completo exige incluir Pentecostes — e por isso este site se concentra particularmente nele.

Cristo, Redentor único e universal

São João Paulo II abriu seu pontificado (1978) com a encíclica Redemptor Hominis — "O Redentor do Homem". Já no primeiro parágrafo, situava o horizonte:

"O Redentor do Homem, Jesus Cristo, é centro do cosmos e da história... Aproximamo-nos do ano 2.000 do nascimento de Cristo, que será para a Igreja, ao mesmo tempo, um Grande Jubileu."

— São João Paulo II, Redemptor Hominis, 1 (1979)

Em 1983, instituiu um Ano Jubilar da Redenção (de 25 de março de 1983 a 22 de abril de 1984), comemorando os 1950 anos do evento. Foi um ensaio antecipatório do que será 2033.

Por que precisamente 2033?

A cronologia se baseia na conjunção de vários dados:

A maioria dos historiadores favorece 33 d.C. — entre outras razões pelo fato de que astronomicamente, o 14 de Nisã caiu em sexta-feira tanto em 30 quanto em 33, mas a duração razoável do ministério público (cerca de três anos) com Batismo em 30 nos leva a 33.

Adicionalmente, no Domingo de Páscoa de 17 de abril de 2033, completam-se exatamente 2.000 anos do equivalente domingo da Ressurreição (assumindo a datação tradicional).

Os jubileus na história da Igreja

A tradição dos jubileus tem raízes hebraicas (Lv 25), em que cada cinquenta anos eram libertados os escravos e perdoadas as dívidas. A Igreja cristianizou essa tradição:

Cinco dimensões da preparação

A preparação para o bimilenário pode ser vivida em cinco dimensões complementares:

  1. Doutrinal — aprofundar o conhecimento do mistério Pascal: estudar a Páscoa, o Espírito Santo, os sacramentos.
  2. Sacramental — intensificar a vida sacramental, especialmente a confissão frequente e a comunhão.
  3. Litúrgica — viver com mais atenção o Tríduo Pascal, a Páscoa, o tempo pascal e Pentecostes cada ano.
  4. Espiritual — assumir um caminho ascético: oração, mortificação, esmola, leitura espiritual.
  5. Apostólica — anunciar a Cristo, fazer discípulos, preparar outros para o jubileu.

O plano de 7 anos que propomos integra essas cinco dimensões num cronograma progressivo.

Roma, Jerusalém, o mundo todo

É provável que o Jubileu da Redenção tenha dois epicentros geográficos:

Peregrinações a esses dois lugares serão, sem dúvida, uma das marcas do jubileu. Quem pode planejar agora suas peregrinações para 2033, em particular ao Cenáculo de Jerusalém para Pentecostes (5 de junho de 2033), terá ocasião irrepetível.

"Não há outro nome dado aos homens pelo qual nos devamos salvar."

— Atos 4,12

Veja também: Por que 2033 importa · Documentos do Magistério · Plano de 7 anos