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PENTECOSTES 2033

Veni, Sancte Spiritus — Vinde, Espírito Santo

Veni, Creator Spiritus.

Veni Creator Spiritus

O Veni Creator Spiritus é, ao lado do Veni Sancte Spiritus, o hino latino mais célebre dedicado ao Espírito Santo. Composto no século IX, é atribuído a Rabano Mauro, monge beneditino e arcebispo de Mainz. Cantado na liturgia das Horas durante o tempo de Pentecostes, é também usado em todas as ocasiões solenes da Igreja: ordenações, abertura de concílios, eleição do Papa, profissões religiosas, dedicação de igrejas.

Texto latino

Veni, Creator Spiritus,
mentes tuorum visita,
imple superna gratia
quae tu creasti pectora.

Qui diceris Paraclitus,
altissimi donum Dei,
fons vivus, ignis, caritas,
et spiritalis unctio.

Tu septiformis munere,
digitus paternae dexterae,
tu rite promissum Patris,
sermone ditans guttura.

Accende lumen sensibus,
infunde amorem cordibus,
infirma nostri corporis,
virtute firmans perpeti.

Hostem repellas longius
pacemque dones protinus;
ductore sic te praevio
vitemus omne noxium.

Per te sciamus da Patrem
noscamus atque Filium,
teque utriusque Spiritum
credamus omni tempore.

Deo Patri sit gloria,
et Filio, qui a mortuis
surrexit, ac Paraclito,
in saeculorum saecula. Amen.

Tradução portuguesa

Vinde, Espírito Criador,
visitai as almas dos vossos fiéis;
enchei com a vossa graça do alto
os corações que criastes.

Vós, que sois chamado Paráclito,
dom do Deus Altíssimo,
fonte viva, fogo, caridade
e unção espiritual.

Vós, que sois sete vezes dom,
dedo da destra do Pai,
cumprindo a promessa do Pai,
enriquecendo nossa boca com a palavra.

Acendei luz em nossos sentidos,
infundi amor em nossos corações,
fortalecei nossa fraqueza
com vossa virtude perpétua.

Afastai para longe o inimigo,
concedei-nos a paz sem demora;
sob a vossa precedência
evitemos todo dano.

Por Vós conheçamos o Pai,
conheçamos também o Filho,
e em Vós, Espírito de ambos,
creiamos em todo tempo.

Glória ao Deus Pai,
e ao Filho, que dos mortos
ressuscitou, e ao Paráclito,
pelos séculos dos séculos. Amém.

Estrutura e significado teológico

O hino tem sete estrofes (mesmo número dos dons) seguidas de doxologia. Cada estrofe explora um aspecto:

Estrofe 1 — Invocação
Pedido fundamental: que o Espírito venha visitar e encher de graça as almas.
Estrofe 2 — Os nomes do Espírito
Paráclito, Dom de Deus, Fonte viva, Fogo, Caridade, Unção. Resumo bíblico-tradicional.
Estrofe 3 — Os sete dons
"Sete vezes dom" — alusão direta a Isaías 11,2-3. "Dedo da destra do Pai" — imagem patrística.
Estrofe 4 — A ação interior
Luz nos sentidos, amor no coração, fortaleza no corpo. Trinitas humana iluminada.
Estrofe 5 — Proteção
Contra o inimigo (Satanás), por paz e direção.
Estrofe 6 — Trinidade
O Espírito conduz ao conhecimento do Pai e do Filho — é Espírito de ambos.
Doxologia
Glória ao Pai, ao Filho ressuscitado, ao Paráclito.

Origem histórica

O Veni Creator aparece pela primeira vez em manuscritos do século IX. A tradição atribui sua autoria a Rabano Mauro (c. 780-856), monge alemão, discípulo de Alcuíno (mestre de Carlos Magno), abade de Fulda e arcebispo de Mainz. Rabano foi um dos maiores eruditos do Renascimento Carolíngio e produziu uma vastíssima obra teológica.

O hino foi adotado para vésperas e laudes do Tempo de Pentecostes, e logo se tornou também o canto solene das grandes ocasiões eclesiais.

Uso litúrgico

O Veni Creator é cantado:

Indulgência associada

A Igreja concede:

Fonte: Enchiridion Indulgentiarum, concessão geral n. 26.

Música

Existem muitas versões musicais. A mais conhecida é a melodia gregoriana, classificada no modo VIII. Composições polifônicas célebres incluem:

Quando rezar pessoalmente

Recomenda-se rezar o Veni Creator:

Veja também: Veni Sancte Spiritus · Outros hinos · Novena